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Índice de Disponibilidade de Equipamentos

Índice de Disponibilidade de Equipamentos

Considerações sobre as metodologias de cálculo e produção de resultados

Atualmente temos acompanhado em fóruns de Gestão da Manutenção uma grande e saudável discussão sobre um dos índices mais polêmicos da área: o Índice de Disponibilidade Geral de Equipamentos.

Disponibilidade é o percentual de tempo que um equipamento ou instalação ficou à disposição para o desempenho de sua função nominal. É o tempo que o equipamento funcionou em sua plenitude, desconsiderando os períodos em que ficou parado em manutenção ou por qualquer outro motivo.

Com base na norma ABNT NBR 5462 - Confiabilidade e Mantenabilidade, o termo refere-se à capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado.

Em qualquer empresa, a área de Produção tem objetivos e metas a serem alcançados. Não raro, justifica o descumprimento dessas metas devido ao tempo em que algum equipamento ficou parado em manutenção. Por outro lado, é comum a área de Manutenção alegar que o equipamento quebrou porque a Produção não o liberou para a realização da manutenção preventiva.

Independente dos motivos e justificativas das áreas, o fato é que o equipamento parou, ficou improdutivo e consequentemente gerou prejuízos aos processos da organização.

Dessa forma, é importante que tenhamos parâmetros que nos indiquem a real disponibilidade e produtividade dos equipamentos, de forma que possamos conhecer as verdadeiras causas de insucessos quanto ao cumprimento das metas de produção.

Porém, enfrentamos um grande impasse em relação à forma como esse índice deve ser calculado. Como envolve diretamente a área de Produção (entende-se aqui qualquer área ou setor que utiliza o equipamento como gerador de benefícios), é muito difícil chegar a um acordo que determine o que deve ser considerado em seu cálculo. Em empresas dos mais diversos ramos é muito comum encontrarmos pensamentos e formas de cálculos diferentes para a disponibilidade.

Algumas equipes de manutenção definem que os equipamentos devem ter um calendário de funcionamento baseado nos horários de atividade da empresa e apenas as paradas que acontecerem dentro deste período devem ser consideradas como tempo indisponível. Outras definem um calendário de 24 horas, independente do horário de funcionamento da organização e consideram para o cálculo de disponibilidade algumas intervenções da área de produção, como falta de material, paradas para configuração ou trocas de turno. Há ainda algumas empresas que consideram apenas as paradas de manutenção no cálculo do índice de disponibilidade.

Cada área dentro de uma empresa defenderá seus interesses na definição deste cálculo. O importante é que tudo seja feito em comum acordo e leve em conta que quem compra um equipamento quer vê-lo produzindo, pois assim estará gerando lucro para a empresa.

Por isso, o ideal é que esse equipamento esteja disponível 24 horas por dia. Independente do que aconteça ou de quem for a responsabilidade por impedir seu funcionamento, o tempo em que este estiver parado deverá ser sempre considerado no cálculo da disponibilidade.

Qualquer parada não considerada pode até favorecer uma ou outra área dentro da empresa, mas com certeza não favorecerá os acionistas, que compraram os equipamentos e não querem vê-los parados.

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